Cirurgia Ortognática

Indicada quando o tratamento ortodôntico com aparelhos não é suficiente para corrigir a mordida ou para pessoas que possuem deformidade esquelética congênita dos maxilares, como quando o queixo e os dentes estão deslocados muito para frente ou para trás, a cirurgia ortognática é um procedimento inovador e extremamente delicado, podendo ser realizada apenas por profissionais altamente qualificados.

Este tratamento não se resume apenas ao ato cirúrgico e sim a um trabalho em conjunto entre cirurgião, ortodontista e outros profissionais da área de saúde, como fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista, entre outros.

A cirurgia ortognática ajusta corretamente os ossos da face (a maxila e a mandíbula), de maneira que fiquem alinhadas e possibilitem um maior conforto ao mastigar, falar, respirar e todas as outras funções primordiais da cavidade oral. Bem posicionados, os dentes e ossos criam uma aparência mais equilibrada, interferindo diretamente na imagem, autoestima e confiança dos pacientes.

As principais indicações da Cirurgia Ortognática são:

  • Prognatismo – mandíbula grande e/ou maxilar pequeno;
  • Retrognatismo – mandíbula pequena;
  • Assimetrias – maxilares tortos;
  • Atresia de maxila – mordida cruzada posterior ou maxilar estreito;
  • Disfunção da ATM;
  • Ronco e Apneia Obstrutiva do Sono.

Perguntas frequentes sobre a Cirurgia Ortognática

1. É necessário algum tipo de preparação para fazer a cirurgia ortognática?Realizada a cirurgia, há um período de finalização em que é realizado o tratamento ortodôntico  que pode variar, dependendo de cada caso. Nesta etapa, também são realizadas pequenas correções, como restaurações nos dentes e, eventualmente, alguma cirurgia para alcançar o resultado final esperado.
2. E depois da cirurgia? Preciso fazer algum tratamento?
Realizada a cirurgia, há um período de finalização em que é realizado o tratamento ortodôntico por mais 8 a 12 meses, dependendo de cada caso. Nesta etapa, também são realizadas pequenas correções, como restaurações nos dentes e, eventualmente, alguma cirurgia para alcançar o resultado final esperado.
3. Como é realizada a cirurgia?
A cirurgia é realizada por meio de cortes por dentro da boca, que dão acesso aos ossos da face e maxilares. Em seguida, com um ultrassom, são realizados cortes nos ossos, para que eles possam ser mobilizados e posicionados adequadamente. Assim, os ossos são colocados na posição correta e, por fim, fixados com placas e parafusos de titânio, que são biocompatíveis e não provocam rejeição.
4. É necessário ficar com a boca imobilizada depois da cirurgia?
Com os avanços tecnológicos, a maioria dos pacientes não fica com a boca imobilizada. As mini placas permitem uma fixação rígida dos ossos, o que dispensa o bloqueio maxilo-mandibular no pós-operatório, a famosa e temida “boca amarrada”.
5.Quais são os possíveis riscos e complicações?
O tratamento prévio é necessário apenas nos seguintes casos:

  • Equimoses (manchas roxas na pele);
  • Inchaço;
  • Pequenos hematomas, que geralmente desaparecem em até 15 dias;
  • Dormência nos lábios, na região abaixo dos olhos e no queixo inferior – um sintoma comum, que costuma desaparecer entre seis e 36 meses;
  • Má-oclusão – uma complicação rara, mas possível de acontecer.

6. Quais são os cuidados no pós-operatório?
O paciente permanece de 24 a 48 horas em observação hospitalar. Por ser uma cirurgia de médio porte, o paciente pode se sentir cansado e enfraquecido na primeira semana, porém retorna às suas atividades habituais em até 15 dias.

Como o paciente não pode mastigar nos primeiros 45 dias, recomenda-se uma alimentação líquida e pastosa neste período.